quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O simples me cativa


Nada de música hoje... Aliás, não! Muita música! Mas a música hoje é de uma melodia que nunca toca nas grandes cidades. Ao som da chuva que cai e bate nas folhas das árvores, o balanço das folhas dos coqueiros que respondem ao vento como uma orquestra responde ao seu maestro, da água que corre no meio do mato dando sinal de que ali no meio se escondem diversas cachoeirinhas que eu já estou louca pra descobrir e das cigarras que cantam lá longe desesperadas como se avisassem aos desavisados que lá vem água. Isso sem contar que entre meio uma e outra chuva, logo aparecem as araras e bem te vis voltando a tomar seus lugares nos buritis e árvores mais próximas. É... Sabe o que eu penso agora? Nos anos que deixei pra trás, quando podia vir a esse lugar quando quisesse e não mais quando as obrigações deixassem.  Hoje fico até um ano ou pouco mais sem poder contemplar o que eu resumiria em duas palavrinhas: simplicidade e leveza. É isso, que 2012 seja assim e que eu possa voltar mais vezes pra aproveitar tudo isso. E claro, aqui não tem internet... Que bom, pois se tivesse talvez roubasse o brilho do lugar, então assim que eu encontrar um sinalzinho farei o post pra dividir um pouquinho dessa maravilha com vocês.

Texto e foto - dia 12/01/2012

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Energia positiva

As vezes eu ligo o som e coloco pra tocar uns estilos de música que não costumo ouvir assim, em casa, sozinha... Aí eu viajo, nossa, e como eu vou longe. Pena que a passagem sempre tem data e hora marcadas de volta. Chega até a ser engraçado. Vontade de levantar e dançar até alguém chegar e me fazer parar. Uma energia louca que espanta qualquer rumor de tristeza. E quem nunca fez isso que atire a primeira pedra, não é mesmo?

E os benefícios? Citando alguns: fortalece, queima caloria, aumenta flexibilidade, melhora coordenação motora, descarrega tensão, alivia o stress e leva seu bom humor as alturas!!!










Falando nisso, acho que vou levantar agora mesmo daqui e curtir.

domingo, 6 de novembro de 2011

Sem "achismos"

Como já disse minha querida Martha Medeiros:


"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos."


Pensem o que quiserem, mas eu sempre preferi os extremos do sentimento. Que fique claro que são extremos nem tão extremos como os que se vê por aí. São extremos que não fazem mal, que só fazem bem. Ou é de verdade ou não. Para algumas coisas nessa vida não existem "achismos" - eu acho que eu gosto, eu acho que eu quero - ou é sim ou é não. Se for sim, o próximo passo é construir a excelência. Se for não, é só pegar o primeiro cruzamento e virar a direita (porque a direita? Sei lá, sempre que eu não sei o caminho, eu escolho a direita. Rs).



sábado, 22 de outubro de 2011

Atitude

Hoje em dia qualquer garota diz "o cara tem que ter atitude" e como toda moda pega, os homens não deixaram barato e também querem uma mulher de atitude. Mas será que eles estão preparados pra lidar com a atitude feminina? Conheço vários que não. E pasmem, atitudes simples como uma ligação fora de hora ou um convite para almoçar já causarão um transtorno mental no cara. Primeiro ele vai achar incrível, vai contar para todos os amigos e pensar "me dei bem hein!"... mas depois minha amiga, quando a ficha cai, não se apavore com a confusão que ele vai causar na sua vida. Só um detalhe antes de continuar, nem todos os homens vão causar isso, alguns menos poéticos podem até nem dar moral e simplesmente sair fora. Outros, mais cheios de razão e entendedores do comportamento feminino, vão travar uma batalha contra você. Isso mesmo. E ai de você se decidir ignorar, vai ser taxada de desalmada, egoísta ou coisa pior. Então ouça, entenda, mostre interesse... mas não deixe de falar também, isso é importante. Fale o que você pensa da situação, o que está sentindo, se está com medo e por que não deixar claro que está confusa? Muitas vezes ele não vai perceber que está te confundindo, talvez ele pense que você sabe o que ele quer dizer. Infelizmente meus amigos, mulher (ainda) não carrega bola de cristal na bolsa, ok? Quem sabe quando inventarem uma mais leve, de acrílico, talvez a gente possa carregar e resolver todos os nossos problemas...


Enquanto isso garotas, não alimentem as dúvidas.
Melhor tentar entender uma resposta a permanecer com aquele pontinho (?) na cabeça. E se no fim vocês se entenderem ou não, pelo menos foi bom para os dois. Eu particularmente não gosto de nada que já comece me atrapalhando, tomando espaço nos meus pensamentos e impedindo que eu me concentre nos meus objetivos. Sentimento bom é sentimento que completa, não que disputa.

Ouvindo uma das minhas favoritas, aqui.

Receita para um dia frio

Peguem lápis e caneta, isso, nada de iPhone ou tecnologia do tipo, só dará certo se anotar da forma tradicional. Então vamos lá...


-3 filmes: um drama, um romance e uma comédia (isso, nessa ordem);
-1 cx. de chocolate ou duas, à gosto;
-1 jarra de chá conforme preferir ou água mesmo;
-1 edredom bem fofo;
-travesseiros à gosto (quantos for preciso para preencher bem a cama, nada de vazios);
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*Junte tudo em um quarto com a luz apagada e aí é só se entregar às tramas e curtir o friozinho.

Curtiu? Vai curtir mais ainda se colocar em prática. Testado e aprovado!

Ps.: A foto é sugestiva... É que a receita fica bem melhor se você substituir os travesseiros por uma companhia. 

kisses ;*

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Chorei

Ainda existem pessoas lindas nesse mundo. 
Conclusão ao som de Bruno Mars, que encontrei perdido em um daqueles emails que a gente nunca apaga.
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"Oh her eyes, her eyes
Make the stars look like they're not shining..."

O passado faz o presente valer a pena, disso eu tenho certeza.

Saga Brasileira - O livro

Terminei ontem de ler meu livro, a Saga Brasileira escrito pela Jornalista Miriam Leitão. Leitura cansativa, confesso... Porém muito interessante, muito mesmo. Sempre detestei História, mas a história econômica do Brasil é fascinante. Não seria capaz de imaginar a construção do que hoje entendo como a economia atual se não tivesse encarado essa leitura. Se ainda precisamos de melhorias, muito devemos aos estudiosos que desde o final dos anos 1970, começo de 1980, se reuniam periodicamente no departamento de economia da PUC do Rio para discutir uma política econômica que tentasse acabar ou pelo menos diminuir e estabilizar a inflação que subia freneticamente, alcançando números absurdos. Logo no início do livro, a jornalista define o que seria uma moeda: "Quase nada. Um valor que oscila. Uma abstração." Quem não viveu toda essa loucura monetária, só lendo o livro para imaginar o que a população da época precisou suportar e com vigor, teve  esperança de um dia tudo isso melhorar. Se hoje temos uma moeda relativamente estável, agradeçam senhores, pois eu não conseguiria imaginar dormir com um valor considerado alto na poupança e acordar com uma dívida imensa, pois o banco havia simplesmente pego meu dinheiro e transformado em nada, ou ir ao supermercado pela manhã e a tarde ser surpreendida com uma alta absurda nos preços dos alimentos. Não sei se suportaria esse caos ou se enlouqueceria como muitos. O plano Real demorou para a chegar a ser o que temos hoje. Durante a bagunça econômica e até hoje, muitos dizem "o Brasil é assim mesmo", mas eu não concordo, o Brasil não é assim e só vai ser se quisermos que ela seja. Da mesma forma que o Plano Real foi construído com erros e acertos, tudo que se pretende evoluir precisa passar por tantos fracassos quanto se pretende obter o sucesso. 

Que nós não desistamos no primeiro tropeço, seguir mudando é tão importante quando mudar.

Leitura que vale a pena, eu recomendo.